A Turquia voltou atrás na decisão de permitir a entrada de turistas vindos do Brasil sem exigência de quarentena. A informação inicial, divulgada no domingo (27), era de que os viajantes não precisariam mais cumprir isolamento na chegada ao país, bastando apresentar um teste RT-PCR feito 72 horas antes do embarque. Menos de 24 horas depois, no entanto, o governo turco reviu a sua decisão. Em comunicado oficial divulgado na tarde de segunda-feira (28), o Ministério do Interior da Turquia justificou a mudança citando a “escalada de casos das novas variantes do coronavírus”. Na sequência, o Consulado-Geral do Brasil em Istambul informou que “não há previsão de isenção de quarentena mesmo no caso de passageiros que tenham se recuperado da Covid-19 ou estejam plenamente vacinados”. Mas não parou por aí. A Turquia também decidiu proibir os voos diretos do Brasil, assim como da África do Sul, Bangladesh, Índia, Nepal e Sri Lanka.

Desde o início de junho, a Turquia aumentou o número de países cujos passageiros são obrigados a cumprir quarentena em dormitórios administrados pelo próprio governo. Esses espaços lotaram nas últimas semanas e agora os estrangeiros estão sendo obrigados a dividir quarto com pessoas desconhecidas e, muitas vezes, de outras nacionalidades. Por esse motivo, o Consulado-Geral do Brasil em Istambul reiterou que as viagens não-essenciais à Turquia devem ser evitadas.

A história se repete

Essa não é a primeira vez que um país deixa de reabrir para brasileiros devido à alta incidência de Covid-19 ou à presença das variantes do coronavírus. Na última quinta-feira (24), a Suíça anunciou que abriria suas fronteiras para brasileiros que estivessem totalmente vacinados contra a Covid-19, já tivessem se recuperado da doença ou que apresentassem um RT-PCR negativo e cumprissem quarentena. No dia seguinte, no entanto, o país europeu também voltou atrás e determinou que apenas brasileiros vacinados poderão entrar em seu território.

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